A inesperada e incrível descoberta da gestação gemelar

Por Fernanda Menezes, blogueira do Litoral na Rede

Foto: divulgação / Arquivo Pessoal

Neste momento não sei se estou rindo ou chorando, o papai dos bebês está em choque escorado na parede… Surge uma nebulosa e as preocupações iniciam. Sinceramente, desta consulta, só lembro do tempo de gestação e que são dois, ou duas…”

Gente, para tudo.

Imagina você, mamãe de um lindo menino de 3 anos, programando a próxima gravidez com calma e tempo, quando se vê assustada na sala do ginecologista/ecografista e descobre que será mamãe novamente e de gêmeos. E agora? Como fazer com três crianças? Será possível a amamentação exclusiva para gêmeos? Será que a mamãe dá conta do recado? Como se organizar? São tantas dúvidas e perguntas…

Conheça as sensações da descoberta da gestação gemelar da super e top mamãe Ana Cristina. Ela compartilhou conosco esse momento e também do nascimento das lindas e fofas Cecília e Isabela.

Uma história linda, de uma mãe incansável, que se faz presente em todos os momentos das vidas dos seus três filhos e que nos inspira.

Obrigada Ana por relatar a história da tua família. Parabéns pela linda família que construiu e pela mãe dedicada que és… Ser mãe de gêmeos deve ser cansativo e exaustivo, mas imagino o quão incrível deve ser a vida de mãe de “twins’…Certamente esse será apenas o primeiro relato compartilhado de tantas histórias que terá para dividir conosco da tua maternidade e da vida dos teus pequenos…

“Era um daqueles dias, sentados tomando chimarrão, e eu lanço a frase, Vlad, minha menstruação está atrasada, vou fazer um exame de farmácia amanhã.

Ele responde, “mas será? Nossos planos são para o final de 2017 tu engravidar amor.” Afinal, planejamos um irmão ou irmã para que o Benício não estivesse sozinho no futuro.
Lá fui eu… Comprei o exame e fiz, lá estavam, as duas listras rosas… Confirmado… Seríamos papais novamente.

Liga pra mãe, liga pra sogra, liga pra amiga… Opa, manda WhatsApp na verdade pras melhores amigas. Marca consulta com obstetra, e faz um exame de sangue pra ter certeza.
Chegou o dia… Médico conhecido, conversa um pouco e a esposa dele, que trabalha na clínica brinca: ” vieram ver? Já pensou se são gêmeos?” Não, respondo eu… Não temos casos na família… Chamaram meu nome, vamos lá!

Iniciamos o exame e em questão de 30 segundos ele resmunga algo, e então fala, são dois. E eu? Dois? Dois o quê? Ana, diz ele, são gêmeos…. Eu dou uma risada, afinal é amigo nosso e digo: Ah tá, conta outra.

O médico muda as feições, me olha sério, vira a tela e afirma… Sim, são gêmeos!

Neste momento não sei se estou rindo ou chorando, o papai dos bebês está em choque escorado na parede… Surge uma nebulosa e as preocupações iniciam. Sinceramente, desta consulta, só lembro do tempo de gestação e que são dois, ou duas.

Então se repete… Liga pra mãe, liga pra sogra, manda WhatsApp pras amigas… Todo mundo pergunta? Tá brincando né? Não, pior que não.

O Vlad já está pensando em aumentar a casa, trabalhar mais, dormir menos, eu só penso em gêmeos, gêmeos e gêmeos. Mas e o Benício? Puxa, temos que contar para ele. O Be recebe a notícia como a maioria das crianças, Ah tá. Na verdade não deu muita bola, acho que isso foi bom no momento.

As informações que você recebe de cara são todas super preocupantes, possibilidade alta de UTI, gestação de alto risco, baixo peso dos bebês, alto peso da mamãe, pressão alta…. E por aí vai, buscamos aconselhamento com outra obstetra, a mesma que me acompanhou com o Benício. Depois de uma longa conversa escutei as palavras mais confortantes dentro de alguns dias, calma, uma coisa de cada vez…. e assim fomos iniciando uma linda história com um final maravilhoso. 

A minha gestação se desenvolveu de forma super tranquila, fase de exames, tudo normal, ganho de peso normal e logo descobrimos ser uma gestação di/di, o que é isso afinal? Dicorionica e diaminiotica, resumindo, bivitelinas. Confirmamos o sexo das duas com 18 semanas, a Cecília e a Isabella estavam a caminho. Então surgem grandes mitos, amamentação gemelar, ah, não dá, ninguém consegue, como fazer com duas chorando, como se virar com três filhos? 

Neste processo a minha gestação foi super tranquila, fiz acompanhamento duplo, minha Dra. Deisiane e com o grupo de alto risco, pois toda gestação gemelar é considerada assim, o Grupo de Alto Risco do hospital é MARAVILHOSO, da recepção a Dra. Rebeca, a quem só tenho a agradecer. Fomos passando as fases uma de cada vez, meu ganho de peso foi normal, 11kg, não tive alterações de pressão, não apresentei diabetes e a barriga estava crescendo (como era de se esperar). Aí o momento esperado estava chegando, ultrapassamos 30 semanas … Em uma consulta de rotina, devido a posição das meninas na barriga, a direita Cecília, que estava pélvica e a esquerda Isabella, que estava cefálica, decidimos pela cesárea, prematuras? NÃO, 37+5, ou seja, bebês a termo. No dia 20/12/2017 elas vieram ao mundo, tudo ocorreu perfeitamente, elas nasceram pelas mãos da Dra Rebeca e com o pensamento da Dra Deisiane em nós. Foram direto para o quarto comigo… Tinha muito medo de como seria nossa rotina, mas tudo se encaminhou super bem, acostumei elas a mamarem  em sequência, para poder administrar o  tempo e não chorarem juntas. Nas primeiras semanas tivemos que anotar tudo, quem mamava, que horas e em que seio, pois o leite tem diferença de produção, para nenhuma ficar  no prejuízo, cada dia mama uma de um lado, essa foi a fase mais difícil. Estamos hoje com quase 5 meses de amamentação exclusiva em livre demanda, ou seja, é super possível a amamentação exclusiva gemelar, o mais importante é a tranquilidade que a mamãe deve ter e o apoio da rede familiar. Organização e tempo, só isso que uma mamãe gemelar necessita para amamentar! Estamos plenos e com a família completa, como diz o Benício, minhas manas são lindas”!

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