Alerta sobre exposição de crianças a telas pode virar lei no RS

Sociedade de Pediatria recomenda que pais limitem tempo dos filhos em telefones celulares e tablets

Imagem meramente ilustrativa

As embalagens de dispositivos eletrônicos com telas digitais, como telefones celulares e tablets, poderão ter alertas sobre o risco de exposição de crianças a esses equipamentos no Rio Grande do Sul. Um projeto de lei protocolado nesta semana na Assembleia Legislativa do Estado prevê a obrigatoriedade de etiquetas nesses produtos, com orientações aos pais sobre os risco do uso exagerado até os 10 anos de idade.

A proposta é de autoria do deputado Pedro Pereira (PSDB) em parceria com a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS). O projeto foi apresentado nesta quarta-feira (09), no 39° Congresso Brasileiro de Pediatria, que acontece no Centro de Eventos da Fiergs, em Porto Alegre.

De acordo com o projeto, as embalagens de dispositivos eletrônicos com tela digital, à venda pelos canais de varejo no Estado do Rio Grande do Sul, devem trazer etiqueta contendo as seguintes indicações: use com moderação; 0 a 2 anos de idade, não recomendado e 2 a 10 anos de idade, máximo de duas horas por dia, com supervisão. Se aprovado, competirá ao Poder Executivo regulamentar a Lei.

“A medida permitirá orientar a sociedade sobre os perigos do uso excessivo e indicar qual é o tempo máximo ideal que as crianças podem ficar expostas a essas tecnologias. A neurociência comprovou, através de exames de ressonância magnética, que o uso excessivo de telas prejudica o desenvolvimento cerebral das crianças. Por isso, elas não devem ser expostas de forma precoce a dispositivos eletrônicos”, explicou a presidente da SPRS, Cristina Helena Targa Ferreira.

O uso excessivo de celulares, de tablets, entre outros aparelhos eletrônicos, trazem impactos em diversos aspectos no desenvolvimento das crianças, como a qualidade do sono: crianças que passam muito tempo conectadas dormem menos e dormem mal. Também provoca outros problemas de saúde, como a obesidade, alterações de humor, ansiedade, depressão, déficit de atenção e diminuição do rendimento escolar” alertou o deputado Pedro Pereira.

Deputado Pedro Pereira e as doutoras Cristina Targa e Helena Müller da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul. Foto: divulgação Assembleia Legislativa
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