BM lança Patrulhas Maria da Penha em Tramandaí e Capão da Canoa

Em 2018, quase 800 ocorrências de agressões contra mulheres foram registradas nos dois municípios do Litoral Norte

Patrulhas Maria da Penha começarão a funcionar em Tramandaí e Capão da Canoa. Foto: Emmanuel da Rosa / Arquivo Palácio Piratini

A cada dia pelo menos duas mulheres registram ocorrências de violência doméstica nas duas maiores cidades do Litoral Norte. Segundo levantamento da Brigada Militar (BM), em 2018 foram aproximadamente 380 casos de agressão ou ameaça em Tramandaí e pouco mais de 400 em Capão da Canoa.  Os números elevados motivaram a criação de Patrulhas Maria da Penha nos dois municípios.

O serviço especializado em garantir o cumprimento de medidas protetivas judiciais concedidas às mulheres vítimas de ameaças ou violência física, verbal e psicológica começa a funcionar no dia 08 de agosto em Tramandaí e no dia 15 de agosto em Capão da Canoa. Quatro policiais militares de cada cidade receberam treinamento específico para realizar a atividade na Escola da BM na cidade de Montenegro.

As viaturas que serão empregadas nesse trabalho já estão sendo preparadas e terão a identificação da Patrulha Maria da Penha. Nesta semana, representantes da BM, das Prefeituras e seus serviços de proteção às mulheres e do Poder Judiciário realizaram reuniões nos dois municípios para definir ações integradas e fortalecimento da rede de proteção.

Um das ações será a criação de grupos de Whatsapp envolvendo todas as equipes envolvidas na rede para agilizar o atendimento às vítimas caso seja necessário. “Percebemos que já há ações isoladas que devem ampliadas com essa integração” projetou o comandante do 2º Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (BPAT), major Claudiomir de Oliveira, em entrevista ao Litoral na Rede.

O oficial da BM explicou que as Patrulhas Maria da Penha farão visitas periódicas às mulheres com medidas protetivas para garantir que os agressores não se aproximem e evitar novas agressões. A estimativa da corporação é de que, inicialmente, este monitoramento seja feito com aproximadamente 40 vítimas de violência doméstica em cada cidade.

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