Bombeiros encerram buscas pelo corpo do menino Miguel

Para a Polícia Civil, não havia mais razões técnicas para continuar com os trabalhos

Corpo de Bombeiros encerra buscas pelo corpo de Miguel.

Após 48 dias de procura pelo corpo de Miguel, menino de 7 anos morto pela mãe em Imbé, os bombeiros encerraram as buscas. As equipes dos pelotões de Tramandaí, Cidreira, Capão da Canoa e Torres atuaram durante mais de um mês e meio na beira da praia de todas as cidades do Litoral Norte do estado. Após esgotarem as possibilidades de localização no Rio Tramandaí e em lagoas da região, o trabalho ficou concentrado na orla.

Além do Corpo de Bombeiros, no início das buscas foram empregados mergulhadores e equipes da Patrulha Ambiental e da Marinha do Brasil. Nesta semana, o delegado Antônio Carlos Ractz Jr., responsável pelo caso, já tinha afirmado que não havia mais razões técnicas para persistir na procura. “Segundo a experiência, o corpo, em razão do decurso do tempo, não seria mais localizado em nosso litoral”, informou o delegado.

Buscas na beira da praia. Foto: 9º BBM
Bombeiros às margens da Lagoa Tramandaí, em Imbé. Foto: CBMRS

As buscas pelo corpo de Miguel começaram no dia 29 de julho, quando a mãe do menino, Yasmin Vaz dos Santos Rodrigues, procurou a delegacia de Imbé. Após informar o desaparecimento do filho, ela confessou ter dopado a criança, carregado ele em uma mala e jogado o corpo no Rio Tramandaí. Yasmin e a companheira, Bruna Nathiele Porto da Rosa, estão presas desde 1º de agosto. No dia 16 do mesmo mês as duas foram denunciadas pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) por tortura, homicídio e ocultação de cadáver. A denúncia foi aceita pela Justiça e elas se tornaram rés.

 

O caso

Segundo a investigação realizada pela Polícia Civil de Imbé, Miguel sofria torturas diárias. O menino tinha as mãos amarradas e imobilizadas com correntes dentro de um pequeno guarda-roupa e de um poço de luz, como confirma um vídeo gravado pela madrasta enquanto faz ameaças à criança.

O menino Miguel, de 7 anos.

Em uma das casas que a família viveu no Litoral Norte, as equipes encontraram cadernos com frases ofensivas que Miguel era obrigado a escrever contra si mesmo. As páginas continham frases como “eu sou um idiota”, “eu não presto” e “eu sou um filho horrível”. A Polícia também identificou indícios de que as duas mulheres planejavam ter um filho juntas. Em um outro caderno, havia uma lista de clínicas de reprodução humana.

Caderno em que Miguel era obrigado a copiar frases ofendendo a si mesmo. Foto: Polícia Civil

Em conteúdos extraídos dos telefones celulares da mãe e da madrasta, os investigadores descobriram ainda que na semana do crime Yasmin realizou pesquisas sobre impressões digitais na água e em objetos antes de procurar a Polícia para registrar o suposto desaparecimento do menino.

Divulgação Policia Civil

Os advogados de Yasmin e Bruna afirmam que elas são inocentes.

Quer receber as notícias do Litoral na Rede no seu WhatsApp? Clique aqui e entre no nosso grupo.

Siga o Litoral na Rede no Instagram. 

Leia mais notícias do Litoral Norte.

COMPARTILHAR