Caso de mormo é confirmado no Litoral Norte

Doença que atinge equinos e pode ser transmitida para humanos também foi registrada no Sul do Estado

Foto ilustrativa

A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) confirmou os dois casos de mormo em cavalos no Rio Grande do Sul. Um dos registros foi em Santo Antônio da Patrulha, no Litoral Norte. O outro ocorreu em São Lourenço do Sul, na região Sul do Estado. A doença não era registrada desde julho de 2017 no RS.

O mormo é uma zoonose infectocontagiosa causada pela bactéria Burkholderia mallei que acomete primeiro os equídeos (cavalos,  burros  e  mulas)  e  pode  ser transmitida eventualmente a outros animais e ao ser humano. A doença é transmitida a humanos pelo contato com animais infectados.

As equipes veterinárias da Secretaria realizam ação de vigilância onde os casos foram constatados. As propriedades estão isoladas, sendo proibida a saída ou entrada de animais, até que sejam feitos todos os procedimentos de sanidade.

“O mormo não tem tratamento nem vacina e é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitido para o ser humano, por isso é necessário o sacrifício do animal”, explica o médico-veterinário Gustavo Nogueira Diehl, fiscal estadual agropecuário do Departamento de Defesa Agropecuária – Divisão de Defesa Sanitária Animal.

Diehl reforça a necessidade do exame veterinário obrigatório nos animais a cada seis meses. “O exame ainda era uma obrigatoriedade e, diante do quadro, torna-se ainda mais importante.”

O RS teve seu primeiro caso de mormo confirmado em 2015, totalizando 47 focos de junho de 2015 até julho de 2017. O último foco havia ocorrido em julho de 2017, fato que fez com que o Estado pleiteasse o status de zona livre de mormo.

Dessa forma, o pleito do RS para ser reconhecido como zona livre de mormo fica suspenso, considerando que um dos critérios que deve ser atendido, conforme a IN 06/2018, é de que o Estado esteja há pelo menos três anos sem registrar nenhum novo foco da doença.

Em razão dos casos, permanece a obrigatoriedade do cumprimento das exigências legais como a GTA e apresentação de exames negativos para AIE e mormo de animais que venham a transitar.

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