“Discurso Escrachado”

Imagem meramente ilustrativa / Getting Imagens

Ao iniciar este artigo é importante explicar, em poucas palavras, que “escrachado”, na nossa língua portuguesa, refere-se àquilo que é dito sem pudor ou crivo de racionalização. Por esta razão é que pretendo mencionar alguns fatos corriqueiros que, certamente, você já vivenciou, seja como ouvinte ou mesmo como “propalador”.  Muitas pessoas têm me solicitado temas para minhas publicações e outras ficam esperando algum tipo de crítica sobre os últimos acontecimentos, mas quero deixar muito claro que não escrevo nada que seja instigado ou que não esteja pautado na verdade dos fatos. Salvo algumas exceções, geralmente escrevo sobre comportamento, o que causa alguns questionamentos pelo fato de muitos usarem o chapéu, inclusive eu.

Mas o que quero me reportar é sobre às vezes em que enganamos e somos enganados por nossas próprias palavras. Você já parou para pensar quanta “baboseira” falou ao longo de um dia? Já analisou se tudo o que você fala é realmente verdade? Você costuma verificar os fatos ou simplesmente sai falando o que houve e deixa que o tempo se encarregue de corrigir a rota do assunto? Na maioria das vezes, ninguém responde a estas perguntas antes de proferir promessas, opiniões ou pensamentos e acabam falando muitas coisas sem conhecimento de causa. Precisamos aprender que todas às vezes quando ouvimos apenas uma versão de determinada história e concluímos o desfecho, estamos cometendo uma tremenda injustiça. Mesmo que tenhamos a desculpa esfarrapada de não dar margem para falatórios ou dúvidas, ainda assim temos 50% de chances de errar ou acertar nas decisões, seja na área profissional, pessoal ou política.

O grande problema, é que temos uma tendência catastrófica de inclinarmos nossa decisão conforme é mais conveniente no momento e, erroneamente, não julgamos com justiça, mas por necessidade emergente. Você sempre será responsável pelas palavras que profere, mesmo que estas tenham vindo de outra pessoa e você só as repita. Por isso, fale apenas aquilo que você pode provar e procure pautar seu discurso pela verdade, pois contra esta não há mentira que aguente. Cuidado para não propalar o que não conseguirá sustentar depois, pois se for assim, seu discurso será sempre sem pudor e irracional, ou seja, “escrachado”.

Até a Próxima.

COMPARTILHAR