Entenda a formação de nuvens funil, tromba d´água e tornado em Tramandaí e Imbé

Sistema de baixa pressão está relacionado aos fenômenos climáticos na costa gaúcha

A mudança do tempo chamou a atenção na tarde deste sábado (17), em Tramandaí e Imbé, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Antes da chuva, o céu fechou e quem estava na beira da praia ou próximo ao Rio Tramandaí pode ver a formação de diversas nuvens funil e de tromba d´água. Junto à plataforma marítima, teve até um tornado fraco na areia da praia.

Muitos vídeos (veja acima) e fotos compartilhados em redes sociais mostram os fenômenos, que impressionaram muitos moradores e veranistas, pouco antes das 17h. De acordo com a meteorologista do Litoral na Rede, Ludmila Pochmann, a tromba d´água ocorreu quando a nuvem alcança a água do oceano.

As fotos abaixo foram registradas pela professora Márcia Bueno Cabañero, na Avenida Beira Mar de Tramandaí.

Veja a explicação da meteorologista Ludmila Pochmann

“Assim como estava previsto, na tarde deste sábado (17) um sistema de baixa pressão se intensificou na costa gaúcha. Este sistema já está em alto mar e deve levar muitos ventos e chuva forte para costa de Santa Catarina nas próximas horas.

A Marinha, INMET e CPTEC/INPE inclusive divulgaram uma nota conjunta alertando sobre a formação e intensificação deste sistema em alto mar no Oceano Atlântico que poderá adquirir características de ciclone subtropical.

Quando falamos em sistemas de baixa pressão e ciclones, estamos nos referindo a áreas de baixa pressão atmosférica que tem circulação horária dos ventos e de baixo para cima na vertical, ou seja, elevam o ar da superfície para altos níveis, formando assim nuvens.

Quando uma área de baixa pressão vai ganhando força, se intensificando, ela se torna um ciclone e são estes mesmos sistemas que propiciam a formação de tornados, trombas d’água e furacões.

Como a circulação é horária no hemisfério sul, mesmo que um sistema desses na costa gaúcha e catarinense ganhe força para se tornar um furacão, ele se deslocará para dentro do oceano, não afetando o continente. O único que se teve registro até hoje foi o Furacão Catarina em 2004.

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