Instinto de mãe: mito ou verdade?

Por Fernanda Menezes, blogueira do Litoral na Rede

Imagem meramente ilustrativa

Instinto materno existe? É mito ou realmente existe? Todas as mães sentem? Ele ocorre só com fatos isolados ou sempre?

Confesso que não sei as respostas e que muito provavelmente elas variam de mãe para mãe. Tirando o fato de adivinhar/chutar o dia do nascimento do meu filho, nunca antes tinha vivenciado ou sentido um  “instinto” materno em toda a minha maternagem, mas o senti recentemente.

Após algumas semanas sem escrever por motivos pessoais, volto a este blog tão querido por mim para, se vocês me permitirem dar um conselho: escutem seus instintos maternos, eles são, sem dúvida o melhor guia de como criar, cuidar e guiar seus filhos nessa vida.

Recentemente, minha família, meus amigos e eu passamos por um dos piores momentos de nossas vidas, um acidente de trânsito que vitimou um querido amigo. Naquela tarde agradável de domingo em uma confraternização, sofremos um acidente. Meu filho de apenas 4 anos estava no carro e eu o tirei antes de eles saírem para um passeio. Instinto materno? Sim. Posso afirmar que sim.. Alguma coisa dentro de mim me pediu para tirá-lo do carro. Relutante, o tirei, pois naquele momento não via problemas nele sair com o pai, como tantas outras vezes o fez. Mas algo mais forte dentro de mim pediu novamente e eu fui lá e o tirei de dentro do carro que minutos depois sofreria um acidente que vitimaria um dos amigos que estava conosco naquele domingo tragicamente inesquecível.

Mas porque trago esse relato de mãe para vocês? Pois após esse acidente, comentei essa sensação de estar sendo “guiada” por alguma energia mais forte, e várias outras mães me contaram de suas experiências de seguir instintos maternos. Escutei desde coisas mais simples, onde a mãe evitou o tombo do filho pequeno como “senti que ele iria cair do balanço e o peguei no colo e logo em seguida o balanço soltou do ferro”, como também escutei o relato de uma mãe que estava no trabalho e sentiu o filho se despedindo e logo após recebeu a ligação de que seu filho adolescente havia falecido.

Mães sentem, mães se angustiam, mães necessitam trabalhar seu instinto e o dar ouvidos…

Não só as mães, pais também. Com esse episódio que vivi, lembrei de outro acidente que aconteceu na minha família. Há uns quinze anos atrás meu irmão sofreu um acidente de carro. Lembro de chegar da faculdade e ver meu pai acordado a meia noite, na janela de casa, olhando para rua. Quando eu cheguei, ele disse: “vou aguardar o teu irmão agora, pois não é contigo”. Ouvi aquelas palavras e fui dormir, sem entender direito. Minutos depois, o telefone da nossa casa tocou e meu pai já estava do lado, aguardando. Era do posto de saúde avisando que meu irmão estava lá, tinha sofrido um acidente, mas passava bem. No outro dia, lembro do meu pai falando que sentiu algo estranho quando escutou a sirene dos bombeiros, se levantou e ficou nos aguardando chegar em casa. Quando eu cheguei, ele disse que já sabia que era algo com meu irmão.

Mães e pais tem super poderes? Sinceramente, não acredito nisso mas acredito (agora mais do que nunca) que temos instinto e que nossa ligação com nossos pequenos é muito forte e que devemos seguir nossos instintos maternos/paternos sim, desde é claro, que eles sejam coerentes e racionais. Lembrem se: não confundam instinto materno com paranoia de mãe (as vezes todas temos essas paranoias e somos super protetoras).

Se você acha que deve levar seu filho embora de determinado local, leve. Se acredita que ele precisa ir no médico quando fez febre alta e está demorando muito a passar, leve ao médico. Se de madrugada sentir que precisa ir ve lo no berço, vá. Faça o que seu coração e instinto mandar, não importa o local ou quem vá ou não aprovar sua atitude. Lembre se sempre: Você é a mãe, você é quem deve zelar e cuidar de seu filhote. Obviamente, as vezes as vida tem outros planos para nós, e como não temos super poderes não podemos prever ou mudar o destino, mas podemos dar ouvidos aos nossos instintos.

Então queridas leitoras que assim como eu acreditam que não seja mito o nosso tão “famoso” e “polêmico” instinto, sigam os seus, escutem suas vozes internas, pois instinto de mãe também é anjo protetor dos nossos pequenos.

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