Justiça Eleitoral determina suspensão de atos de campanha em Tramandaí

Três coligações foram atingidas após as representações do Ministério Público Eleitoral

Imagem meramente ilustrativa

A Justiça Eleitoral atendeu neste sábado (24), as representações – em caráter de urgência – do Ministério Público Eleitoral, contra três coligações de partidos políticos que disputam a prefeitura de Tramandaí e determinou a suspensão de qualquer ato de campanha eleitoral que possam gerar aglomerações de pessoas.

A promotora de Justiça, Karine Camargo Teixeira, informou ao Litoral na Rede, que houve a representação porque os partidos estavam praticando propaganda eleitoral com inobservância das medidas higiênico-sanitárias necessárias à prevenção de contágio da Covid-19, o coronavírus. “Recebemos uma denúncia e fomos atrás das informações, que se confirmaram. Haviam convocações para que a comunidade participasse desses atos, de irem pra rua, mas ninguém se preocupou e nem informou a população sobre o uso de máscaras de proteção e qual seria a forma adotada para evitar a aglomeração e a aproximação entre as pessoas, dos eleitores” explicou.

A determinação de suspender os atos de campanha eleitoral na rua atingiu as coligações Cuida da Gente, Mais Futuro Novas Conquistas, e Juntos Por Tramandaí, encabeçados pelos candidatos a prefeito e a vice-prefeito respectivamente: Custódia Bergues da Silva e Gerson Luiz Bitelo; Luiz Carlos Gauto da Silva e Flavio Corso Junior, Edegar Munari Rapach e Ricardo Billo da Silva. A decisão é do juiz Eleitoral da 110ª Zona, Gilberto Pinto Fontoura.

O Juiz relatou na decisão que em Tramandaí, tem se observado, conforme a representação, a ideia da tradicional campanha, da população na rua, e sem os alertas de necessidade, de obrigação, de se manter distanciamento, de utilização de meios de proteção, como de máscaras. Os partidos e candidatos se desrespeitarem a determinação estão sujeitos a multas.

A Promotoria de Justiça de Tramandaí é responsável também pelos municípios de Imbé, Balneário Pinhal e Cidreira. “Nos próximos dias, queremos novamente nos reunir virtualmente com os candidatos e partidos para explicar mais uma vez a importância das regras e medidas do distanciamento social. O que pode e o que não pode. Se os partidos não quiserem colaborar, não compreenderem, podem responder judicialmente e se condenados perderão os recursos do fundo partidário da próxima eleição”, explicou a promotora de Justiça Karine Camargo Teixeira.

COMPARTILHAR