Novembro termina com recorde de casos e mortes por covid-19 no Litoral Norte

Apenas nos últimos três dias, 14 pessoas diagnosticadas com a doença morreram na região

Parte da equipe da Vigilância em Saúde de Tramandaí, que atua na linha de frente. Foto: Divulgação / Arquivo

O Litoral Norte do Rio Grande do Sul enfrenta o momento mais grave da pandemia do novo coronavírus. O mês de novembro termina com recorde de diagnósticos e de mortes de pacientes com covid-19 na região. O índice de contaminação por 100 mil habitantes está acima da média brasileira.

Nos últimos 30 dias, o Comitê de Emergência (COE) da 18ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) contabilizou 5.226 casos de infecção pelo coronavírus. O número é mais que o dobro do registrado em todos os outros meses de pandemia. Em outubro, por exemplo, foram 2.521, o maior patamar registrado até então.

O número de moradores da região com diagnóstico de covid-19 que morreram em novembro, também é recorde. Foram 58 mortes, sendo 14 entre sábado (28) e esta segunda-feira (30).  Antes disso, a maior quantidade de óbitos havia sido registrada em agosto: 54.

Nos últimos três dias,  houve três mortes de moradores de Osório e outras três de Torres. Já Capão da Canoa, Palmares do Sul, Santo Antônio da Patrulha e Tramandaí tiveram dois óbitos cada. Com essas notificações, a quantidade de mortes relacionadas à covid-19 na região chegou a 266.

Gráfico: COE 18ª CRS

O COE também aponta que em 5 de novembro, o Litoral Norte ultrapassou a taxa de incidência do país. Hoje, o Brasil tem  3.015 casos a cada 100 mil habitantes, enquanto na região são 3.862. Além disso, há 2.210 casos ativos, em tratamento ou isolamento para não transmitir o vírus.

Na noite desta segunda-feira, a taxa de ocupação de leitos de UTI na região estava em 88,5%. Dos 46 pacientes internados em terapia intensiva, 15 foram diagnosticados com a covid-19 e seis são casos suspeitos.

O COE da 18ª CRS informa que “a situação é crítica,  a população do litoral está submetida à possibilidade do colapso do sistema de saúde devido à superlotação dos hospitais. Os serviços de pronto-atendimento e UPAs encontram-se sobrecarregados e com dificuldades para transferir pacientes”.

Os profissionais do COE também reiteram a importância da responsabilidade da população no cumprimento das medidas sanitárias estabelecidas nos decretos municipais quanto ao distanciamento e uso de máscaras e “ conclama a população a pensar responsavelmente sobre eventos coletivos, especialmente as festas de Natal e de Ano Novo.

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