O Dia das mães que poderia ser Dia da Família

Por Fernanda Menezes, blogueira do Litoral na Rede

Uma das semanas mais importantes do ano chegou: a semana das mães. Domingo é dia de confraternizar, homenagear e mimar aqueles seres incansáveis, que zelam por seus filhos 24 horas por dia, durante toda a vida. Domingo comemoramos o Dia das Mães.

E quando temos crianças pequenas, nós mamães com os filhos na escola já ficamos na expectativa das homenagens, desenhos, apresentações e festas que as professoras preparam com tanto carinho. E nossas crianças ficam ansiosas para o grande dia, pois passam quase o mês inteiro ensaiando e preparando lembranças.

Tudo ótimo, tudo perfeito, lá vamos nós para escola, choramos emocionadas com nossos pequenos, com o coração cheio de amor, agradecendo por mais um dia de muita felicidade e não nos damos conta de que muitas crianças não participam dessa atividade. Por diversos motivos, algumas vezes as crianças passam todo o mês participando das atividades propostas, mas no dia da apresentação não se apresentam, pois algumas escolas, ainda nos dias de hoje, convidam para as festividades apenas as mães de famílias tradicionais. E se por acaso a crianças tiver duas mães? E se tiver dois pais? Ou se for criada pela avó? Ou apenas pelo pai?

Também tem a questão do horário: chega bilhete da apresentação para as 14 horas. Tudo certo, tudo perfeito quando se consegue liberação do trabalho. Mas e se por acaso não conseguir? Outras colegas de trabalho podem ser mães e também necessitar sair. E então, como fica nosso serviço? Fazer feriado nesse dia?

Algumas escolas já se sensibilizaram e programaram em seus calendários do Dia da Família. Uma confraternização em horário não comercial onde participa a família da criança, indiferente de quem a compõe.

Atualmente temos inúmeros formas de família: família com pai e mãe; família com dois pais; famílias com duas mães; famílias com mães solo; famílias com pai solo; famílias onde os avós são os pais; famílias que os irmãos que fazem o papel materno; família onde os pais tem a guarda compartilhada; família onde madrasta e mãe dividem-se na criação das crianças. Temos família sendo família, onde o mais importante é o amor que conduz essa ligação.

A composição de família mudou e ao meu ver as instituições de ensino deveriam mudar a madeira de homenagear as mães. Acho a ideia do dia da família fantástica. Nesse dia, pode ir na homenagem vários representantes da família do aluno.

Obviamente que entendo o lados das escolas, que muitas vezes não organizam esse tipo de evento por falta de espaço ou por questões financeiras. Mas com criatividade e organização pode-se preparar gincanas nos ginásios das escolas ou dos municípios; pic nic ao ar livre em praças; passeios a sítios; passeios ciclísticos; almoços de integração, entre tantas outras atividades extra curriculares que contribuem para a integração entre pais e filhos e deixam lembranças felizes da infância dos pequenos.

Então fica a dica para as escolas, professoras e diretoras. Não deixem os pequenos tristes porque a mãe não pode ir na apresentação, abram o leque à família e pensem no DIA que pode reunir a todos. E não esqueçam, caso optem por manter o Dia das Mães, pois já é tradicional, lembrem-se de agendar um horário flexível e abrir para um ou mais representantes das famílias, pois nem todas as crianças são criadas por suas mães.

Ah…Por aqui já rolou a apresentação e foi linda, para as outras mamães. Esse ano Heitor já dava sinais há semanas que não iria se apresentar. Ele me disse que a música era muito triste. Ensaiamos em casa, falei que a era emocionante e não triste, mas ele, obviamente, não compreendeu a diferença. Então me viu e ficou o tempo todo no meu colo, com o rosto virado para trás. Mas após a apresentação, que realmente estava linda, com um colega fofo na primeira fila roubando a cena, cantando e fazendo a coreografia todo emocionado, o encontro com as mães foi bem legal. Teve brincadeiras para encontrarmos nossos filhos vendados (encontrei de primeira meu gordinho. Tá, admito, foi ele que me encontrou); teve coffee delícia e bate papo entre as mães. E Heitor, onde andava? No colo ainda? Não, estava destruindo o cenário da apresentação e brincando com os colegas. Tudo normal, em seu lugar e ele já nem lembrava da “tristeza” da música e a mamãe aqui toda faceira com os presentes confeccionados por ele, tomando um chazinho e batendo papo.

E o melhor…tudo isso em horário não comercial. A apresentação iniciou às 18 e na conversa outras mães também sugeriram o Dia da Família no calendário da escola.

E na escola do filho de vocês, como são as comemorações?

Mande seu recadinho…estamos adorando ler e responder a todos!

Um super beijo à todas as mamães nessa semana especial!

COMPARTILHAR