Prefeituras se manifestam sobre operação do Ministério Público

25 mandados foram cumpridos em oito secretarias municipais

As quatro prefeituras do Litoral Norte que foram alvo de operações do Ministério Público do Rio Grande do Sul na manhã desta terça-feira (20) se manifestaram sobre a ação. Os promotores investigam um suposto esquema de propina para a compra de produtos médico-hospitalares utilizados no combate e na prevenção da pandemia.

A prefeitura de Imbé disse em nota que “colabora com as investigações para esclarecimentos dos fatos e que há, desde o início da pandemia, um canal exclusivo no Portal da Transparência para informações sobre as compras e contratações relativas ao combate ao coronavírus”.

Balneário Pinhal afirma que “foram solicitados a Administração apenas dois documentos datados de junho de 2020, ambos referentes a duas compras de pequeno valor em uma das empresas investigadas, uma compra no valor de R$ 2.397,00 reais, de álcool gel e outra de R$ 7.980,00 reais em termômetros infravermelhos. E reitera que os processos ocorreram de forma regular”.

A prefeitura de Tramandaí lamentou a ação. Em nota também afirmou que aguarda as próximas etapas da operação e que está colaborando com as investigações.

A prefeitura de Cidreira confirmou que está “fornecendo todas as informações e documentos solicitados referentes às empresas que estão sendo alvo da operação. A Secretaria de Saúde reafirma a transparência e legalidade nas aplicações dos recursos públicos. Informa ainda que todos os processos passam pelo setor jurídico e que estão disponíveis no portal da transparência”.

Entenda o caso

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco – Núcleo Saúde) cumpriu, nesta segunda-feira (20), 25 mandados de busca e apreensão em oito secretarias municipais de Cidreira, Imbé, Balneário Pinhal e Tramandaí. Os alvos foram um ex-prefeito, um vereador, três secretários municipais, seis servidores públicos, um representante comercial, quatro empresários e três empresas. Os mandados de busca e apreensão se estenderam para os endereços comerciais e residenciais dos investigados, todos em Balneário Pinhal, Cidreira, Imbé, Tramandaí e Xangri-lá, no Litoral Norte, Porto Alegre e Canoas, na Região Metropolitana.

A Operação AI-Covid 3 investiga um suposto esquema de propina e superfaturamento na compra de insumos laboratoriais e produtos médico-hospitalares usados para o combate da covid-19 nos municípios. Os alvos da ação estariam beneficiando três empresas em procedimentos licitatórios ou compras diretas.

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