Suspeitos de aplicar golpes pela internet são presos no Litoral Norte

Polícia Civil estima que estelionatários tenham feito pelo menos 1.000 vítimas em todo o Brasil

Dois carros com placas do Paraguai foram apreendidos com os suspeitos. Foto: Polícia Civil

Um casal, suspeito de aplicar golpes pela internet e fazer vítimas em todo o Brasil, foi preso na manhã desta sexta-feira (23), em Xangri-Lá, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. A Polícia Civil localizou o homem e a mulher em uma casa de alto padrão em um condomínio no município. Segundo a investigação, eles operavam, principalmente por redes sociais, uma falsa loja.

“Os investigados, naturais do Paraná, possuem antecedentes policiais em diversos estados da federação pelo crime de estelionato e durante a pandemia montaram um site: central dos tapetes, onde supostamente vendiam as mercadorias para todo Brasil, mas não efetuavam as entregas”, informou a Polícia Civil.

Ainda de acordo com a investigação, nem estoque de mercadorias os suspeitos possuíam. O delegado Mário Souza, diretor da 2ª Delegacia Regional Metropolitana, disse que a estimativa é de que pelo menos mil pessoas tenham sido vítimas dos golpistas em vários estados brasileiros.

A Operação Camaleão foi deflagrada pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Canoas.  Durante cumprimento de mandado de busca e apreensão em Xangri-Lá, os policiais encontraram anabolizantes, computadores, cartões de contas bancárias, máquinas e documentos referentes aos golpes.

Foram apreendidos ainda dois veículos, um Mustang e uma Sportage, ambos com placas do Paraguai, onde eles teriam ficado escondidos por um período. O casal também é suspeito de aplicar golpes no país vizinho.

O imóvel no Litoral Gaúcho foi locado pelo casal. Segundo a Polícia, eles também alugavam imóveis e vendiam os móveis dos proprietários. O casal foi autuado em flagrante por estelionato, uso de documentos falsos e tráfico de drogas, devido à comercialização de anabolizantes.

O titular da Draco de Canoas, delegado Thiago Lacerda afirmou que “foi uma complexa investigação e que o esquema em várias partes do Brasil partindo do Rio Grande do Sul foi desarticulado.” Também garantiu que as investigações continuam.

A Polícia ainda apura informações de que o homem preso se passava por médico no Brasil e inclusive teria realizado atendimento a pacientes.  Também será investigado se houve crime de lavagem de dinheiro. A Polícia estima que o casal tenha movimentado mais de R$ 1 milhão.

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